Diário de 20 de Setemro a 1 de Outubro - S. TOMÉ

Passados os primeiros 15 dias, quando nos sentíamos aclimatizados, entrámos no período da estação chuvosa (que dura até Maio/Junho) tendo no mesmo dia períodos de chuva forte que alterna com abertas quentíssimas.
Aumentando progressivamente os níveis de humidade, a função respiratória vai-se adaptando sem grandes complicações, e a pele vai se mantendo sempre hidratada. No entanto os “dias tornam-se cada vez mais pesados”, impossibilitando-nos de nos mantermos acordados após as 21 h.

Em termos sociais, a ultima semana de Setembro é vivida com grande ansiedade pelos jovens finalistas São-tomenses, que anseiam por uma oportunidade para estudar no estrangeiro.
Embora portadores de bolsas, a indisponibilidade financeira para adquirir o visto, o passaporte ou a viajem de ida, bem como modo de subsistência no destino, impedem muitas vezes a sua partida.


À semelhança das semanas anteriores, nos fins-de-semana partimos novamente à descoberta. Desta vez destacamos dois dos locais visitados, não só pela sua beleza, mas também pelas emoções vividas:

Roça monte café e cascata S. Nicolau

Das 3 roças já visitadas (Bombaim, Água-ize e monte café), Monte Café foi a roça que mais nos impressionou dada a sua dimensão, bem como o conjunto de infra-estruturas e equipamentos existentes outrora operacionais.
De traços coloniais destaca-se um enorme Hospital, que funciona apenas uma vez por semana para consulta externa, bem como todo um conjunto de máquinas concebidas e montadas para a colheita, tratamento e armazenamento de café, inoperacionais à mais de 15 anos.
As instalações de um infantário, bem como uma capela são as únicas provas vivas da roça há 30/40 anos. A recuperação de uma dependência para instalação do museu do café, parecem-nos ser a solução encontrada para revitalizar a roça há muito adormecida.
Fica o registo da recepção de boas vindas que nos foi dada (com os morangos da terra / as nossa s amoras), incluindo a pipa, bem como do novo sistema de chapéus-de-chuva que pretendemos patentear quando chegarmos a Lisboa (folha da bananeira).

À vinda parámos em mais uma cascata natural – a cascata de S.Nicolau, onde a nossa Pipa tomou um banho tão bom, que tivemos que arranjar uma maneira, menos convencional, para a rebocarmos para casa.